Prevenção ao Uso de drogas: Escola em Ação

PROJETO DE PREVENÇÃO DO USO DE DROGAS: Escola  em Ação

 

O crescente aumento do consumo  de drogas pelos adolescentes é comprovação cotidiana dos estudos científicos e preocupação constante na contemporaneidade por parte dos cidadãos que desejam o bem estar da humanidade. A adolescência é conceituada por PALACIOS E OLIVA (2002), como uma etapa de transição, um período psicossociológico entre a infância e a vida adulta do sujeito, fruto da organização da nossa sociedade tal como a conhecemos. Devemos considerar a adolescência como etapa crucial no  processo de crescimento e desenvolvimento do ser humano, cuja marca registrada é a transformação, ligada aos aspectos físicos e  psíquicos. Assim como  busca dos jovens por um grupo que o defina como um  dos fatores mais marcantes durante a adolescência.

Segundo BRUSARELLO e SUREKI (2008), o consumo de drogas psicotrópicas, que sempre esteve presente no meio social, aumentou de forma considerável passando de uso ritualístico e em pequenas quantidades para produção, consumo e distribuição em grande escala. Tornou-se problema de saúde pública devido ás resultantes de seu uso abusivo, como alterações cognitivas e mudanças no comportamento global do sujeito.

Para DÉA, SANTOS E ITAKURA (2002), o consumo de drogas por jovens é elevado quando comparado as outras faixas populacionais sendo que a adolescência e a idade adulta constituem-se como períodos de vulnerabilidade aumentada, uma espécie de “janela de risco”. Sendo assim uma atenção maior deve ser dada ao jovem e aos fatores que terminam por levar às condições que viabilizam contato deste com as drogas.

Cavalcante (1997) aponta que o trabalho com drogas pode vir a ser feito em três níveis - prevenção, repressão e tratamento. A prevenção divide-se em duas etapas: prevenção primária que procura desestimular a primeira experiência dos não iniciados e a prevenção secundária que busca prevenir o aprofundamento do uso experimental. A prevenção coloca-se, portanto como imperativo desse processo já que o tratamento de pessoas já em dependência é longo difícil, aleatório e caro. Quanto mais precoce, de preferência antes do contato do jovem com a mesma, maiores são as possibilidades de eficácia da mesma.

A escola pode desempenhar um importante papel  no trabalho de prevenção, construir uma relação de confiança com o aluno e  a comunidade, assim como   buscar ter profissionais com conhecimento e habilidades para lidar com o tema. O envolvimento  do corpo escolar é fundamental para o êxito desejado, assim como colocar o adolescente como participante ativo do processo de elaboração dos projetos utilizando linguagem acessível e escutando o que ele tem a dizer sobre sua realidade.

As informações, como meio mais importante de prevenção, devem focar a qualidade de vida e não as drogas – produto - em si. Isso poderia surtir o efeito contrário, excitar a curiosidade dos adolescentes, tão ligado a situações desafiadoras. O processo de prevenção deve buscar abranger a qualidade de vida ligada aos hábitos dos adolescentes, englobando seus problemas e interesses (CAVALCANTE, 1997).

 A escola Estadual Laurita de Mello Moreira , por exemplo, está situada numa região periférica na região metropolitana de Belo Horizonte, na cidade de Contagem. Numa região bastante populosa e com infraestrutura muito debilitada. Os serviços básicos são escassos, que inclui poucas áreas para lazer e espaços culturais. Segundo dados estatísticos, essa região ocupa o 2º lugar  no número de crimes cometidos na cidade e  a maioria deles estão associados ao comércio de  drogas. 

Acreditamos que a escola pode contribuir significativamente no enfrentamento dessa realidade, trabalhando  articuladamente  e integrada com outras instituições na prevenção do uso de drogas lícitas e ilícitas na comunidade a partir da escola. É com esse objetivo que propomos o projeto ESCOLA  EM  AÇÃO.

 

OBJETIVO GERAL

Combater o uso de drogas  ilícitas na sociedade, priorizando os adolescente, por meio da  abordagem preventiva,  nas suas três variações :  primária , secundária e a terciária.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

·Contribuir na formação das ações antidrogas;

·Dar informações sobre drogas, mostrando que elas causam dependência mental e dependência física;

·Despertar o interesse dos alunos, educadores e pais e familiares na busca ou ações coletivas preventivas contra o uso desse estimulante;

·Oportunizar o debate e reflexões em torno dos fatores sociais, familiares, econômicos que influem no uso abusivo das drogas;

·Incentivar a erradicação do uso de drogas na sociedade;

·Ministrar palestras e debates;

·Reunir periodicamente com as famílias dos alunos para discutir a prevenção das drogas;

·Capacitar professores para trabalhar diretamente com os alunos;

 

PÚBLICO ALVO

Alunos do   Ensino Fundamental,  Ensino Médio e EJA, Funcionários da Escola  Estadual   e Comunidade Local.

 

METODOLOGIA

O projeto possui um caráter interdisciplinar, almejando envolver os professores de todas as áreas do conhecimento, junto aos alunos, com o apoio da equipe gestora da escola e comunidade em geral, através de  estratégias diversificadas, tais como: seminários, palestras, jornais, expressão corporal e artística nas diversas dimensões e atividades esportivas e culturais.

Ações:

a) Reunião – palestra com o corpo docente da escola e equipe pedagógica e gestora;

b) Divulgação no jornal da escola,blogs da escola e redes sociais do desenvolvimento do projeto incluindo entrevistas, dados, pesquisas, etc.

c) Apresentação de filmes, textos em formato Power Point e outros para reflexão e discussão;

d) Estudos sobre o tema em apostilas, revistas , livros e internet com grupos de alunos e  professores;

e) Confecção de cartazes e mural a partir de discussões em sala de aula;

f) Seminários, palestras, debates com participação de autoridades no assunto

h) Reuniões de Pais e Mestres

i) Formação de grupos de alunos que se destacam como lideranças  para oferecer maiores subsídios sobre o tema e dessa forma fortalecer s redes sociais.

j) Confecção de folder e  cartazes

l) Atividade  de alerta envolvendo a comunidade escolar e outras instituições  alertando para a prevenção e o combate às drogas

m) Momento esportivo e cultural com parceiros externos apresentando o  lazer e o esporte como uma forma de prevenção contra as drogas.

 

Recursos Humanos:

a) Professores, equipe pedagógica, diretor e vice

b)Especialistas na área de saúde  e  outras que permitam conhecer melhor o perfil do aluno

c) Conselho tutelar

e) Conselho escolar

f) Alunos multiplicadores

 

Recurso físico:

a)Salas de aula

b)sala de video

c)bosque

d) Quadras esportivas

e) Sala de informatica

 

Recurso material:

a) Vídeos

b) DVD/TV

c) Data show

d) Som/microfone e caixa amplificada

e) Maquina fotográfica/ filmadora

f) Computador

g) Xérox

i) Papel

j) Livros

l) Revistas

m) Internet

 

 

 

REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS

 

KNAPP, Paulo. Drogas: classificação,utilização,efeitos e abstinência. In: Outeiral, J.et allii.

Clínica psicanalítica de crianças e adolescentes. Rio de Janeiro:Editora Revinter,1998.

 

MEC, Ministério de Educação e Cultura. Curso de prevenção do uso de drogas para

educadores de escolas públicas / Secretaria Nacional Antidrogas, Ministerio da Educação,

Universidade de Brasilia; Brasília: Editora Universidade de Brasilia, 2006.

 

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA / SECRETARIA NACIONAL ANTIDROGAS. Um

guia para a família. Brasília, 1999.

 

https://www.projetosenad.ufjf.br/

 

 

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